Por Tamara Antunes do
Amaral Pacheco
Polo – Colégio Opção Sorocaba
Data
04/08/2017
Fonte:
foto de internet
A tecnologia contribui
cada vez mais para a inclusão dos alunos com deficiência, é utilizada como
instrumento de acessibilidade e inclusão, capaz de atender e auxiliar alunos
com necessidades educacionais especiais como o autismo. A criança com autismo
em muitos casos apresenta dificuldades de socialização, dificuldades motoras,
na área da linguagem e concentração. Em uma escola municipal de ensino infantil
da cidade de Sorocaba, o trabalho desenvolvido com tecnologia assistiva no
primeiro semestre do ano de 2017, vem trazendo boa repercussão em todo estado,
a escola vem apresentando um trabalho com resultados significativos quando se
fala da inclusão de criança que apresenta autismo em sala regular durante o
processo de alfabetização.
A área
de tecnologia assistiva, proporciona maior autonomia para as crianças com autismo.
A tecnologia assistiva é toda e qualquer ferramenta, recurso ou estratégia e
processo desenvolvido e utilizado com a finalidade de proporcionar maior
independência e autonomia á pessoa com deficiência, através desses recursos, o
aluno estará interagindo e tendo a oportunidade de expressar seus pensamentos e
derrubar preconceitos que muitas vezes existe. Softwares, tabletes, computador,
equipamentos de comunicação alternativa e diversos outros itens ampliam a habilidade funcional dos jovens,
tornando-se ferramentas úteis para a independência e o aprendizado. O uso
dessas tecnologias em sala de aula durante o processo de alfabetização é um
facilitador nas produções textuais escritas, quanto na utilização de
aplicativos ligados a alfabetização, leitura e escrita.
O sucesso do trabalho
desenvolvido em sala de aula com autistas pela escola de Sorocaba, mostra que o
uso desses recursos fazem com que o trabalho se torne bem sucedido. Em parceria
com empresários a escola conseguiu
adquirir tablets para uso dos alunos, as aulas se tornaram mais atrativas
e o uso do tablet ajuda no desenvolvimento da alfabetização, a professora
leva as aulas já preparadas para os alunos e os auxilia durante as
atividades propostas, sempre focando o aprendizado do aluno, os exercícios são
realizados com mais facilidade, maior entendimento e concentração, tornando o processo de
alfabetização usado pela escola referência nacional.
Não basta incluir, tem
que dar acesso e possibilidades de permanência para os estudantes com autismo. Essas
tecnologias são utilizadas em prol do desenvolvimento de habilidades de
escrita, leitura e comunicação, além de utilizar para jogos diversos, como
musicais, soletração, história, pintura e encaixe. O uso dessas ferramentas em
prol do desenvolvimento das crianças com autismo vem sendo uma forma de facilitar
o processo de ensino aprendizagem desses alunos, mostrando benefícios e resultados
significativos.
De acordo com Maria
Carolina Silva professora e coordenadora do projeto, vivemos um momento do qual
os educadores devem buscar mais experiência na área tecnológica, ainda existe bastante
resistência dos educadores, as escolas e professores precisam estar preparados
para receber e atender os alunos especiais.
Essa nova forma de trabalho
dos educadores com a tecnologia assistiva vem ajudando as crianças com autismo a aprender
linguagem social, alertá-los para os
sinais sociais e ajuda-los a praticar as habilidades de conversação importantes,
ajudando na interação social e aprendizado no ambiente escolar. Os dispositivos
portáteis podem estar repletos de informações sobre as sutilezas na linguagem
usual das pessoas no dia a dia, facilitando a aprendizagem através da mediação
desses dispositivos.

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